segunda-feira, 20 de julho de 2015

Curumim de Pedra (poema)

Pele não de couro.
Orgulho: um arranhão.
Voa no jardim,
De pé descalço, alisa o chão.

Fome do que havia ali,
Porque nasceu curumim.
Pele macia, sem atrito,
Marrom de leve, todo leve
Aonde leva o infinito?

Aprendeu, com a pedra,
Em meio ao Pedro, parado ser.
Pequeno estagnado,
Andando raso
Ama te ver.

Mas morrerá curumim?
Na poesia que escuta quieto
Na inocência de não ter fim?

Ou morrerá pedra sua?
Na metade do caminho não feito
Nem na rua ou na lua.

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