domingo, 6 de setembro de 2015

Tô lá

Bebo toda, engolindo forte
a xícara pesada e dura
do café à tarde.
Ponho o líquido divino
em posição de expectativa e fé
no mar.
Ponho-o culto.
Deixo-me aqui
e ponho-o lá.

eu tô lá.

Abrindo as portas e os links
pras dores de cada chão,
pras dores de nada em vão
de toda morte verdadeira
que reina lá, longe de mim.
Rio vermelho do lado
de sangue longínquo, do lado
e de dentro de mim, ouvi que estou lá.

eu tô lá.


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