Procurando uma boa posição nesse espaço árido e magnífico, nem tão perto, pela forte correnteza, nem tão longe, pois o tudo é um apelido pro nada, e pra criar hei de me tornar pessoa.
segunda-feira, 28 de setembro de 2015
Desses dias - espero que em diante, diante de antes.
Esses dias vêm acontecido, venho-me esquecendo de tomar café, porque o café é pra mim, serve-me ao passo em que passo prum novo lugar com vontade de esquecer algo de antes. Mas a lembrança agora é recente, é assídua, no mínimo, semanal. A lembrança agora tem nome, a lembrança agora Corria, e eu, corro, corro, chorro, choro, corro junto a ela. Não é algo do qual curto a parte da loucura do não saber - aquela masturbação adolescente na qual se conhece de longe a trasheria, na qual se ascena pro amor nos sábados eternos até que se durma - não, é algo que tomou-me o lugar da vontade de viver, de conhecer, quero que leve-me pronde achas que gosto, quero que mostre-me onde toco-lhe a alma e te puxo, forte, pra perto de mim, quero que isso seja o caminho e, por ele, sigamos de alguma forma bem. Será possível. Tem-se aqui o tempero vegano que é a diferença: somos diferentes em formas que criamos, somos diferentes no sorriso que damos, só eu e você, numa pequena mesa de bar, levantando pra ir ao banheiro e necessitando, antes, de ceder ao impulso de um beijo em quem está à sua frente sentado, eu, você, o que mais quisermos. O que eu quero é estar contigo, de coração aberto às suas vontades e de barriga pra cima pras tuas mãos.
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