Tarde difícil. Recluso-me em quarto branco, olho o teto, ponho uma nova guarda pra tocar. Dentre milhões de causas virtuais, de séries banais, acontecimentos casuais com pitadas de importância metafísica, chora-me nas mãos e no peito o suor duma lembrança: Sgt Peppers is dead.
Autopsia acusa: morte natural. ENVENENAMENTO, MORTE MATADA, maldito seja aquele por detrás da cadeira da monsanto. Cortou-me o caminho, amputou-me o ódio já encaminhado, abraçou-me em reformismo de sucrilhos e leite. Dorme agora, tranquila e desmotivada acomodada na ressaca mais pura, a juventude desanimada. Dorme agora sob hipnose. Dorme no leito dos outdoors, no leito da primeira classe do boing a caminho da disney.
O sargento morreu. Ceifada fora sua voz clara, comando militar único, pedido de desobediência - foi-se o que era burro, foi-se a resposta vintage. Permitido agora, o abraço do homem ao mundo, sem ordens claras, a malícia do burocrata transforma-se em telas em passo de livre exposição obrigatória. A nós, resta recomeçar. Sgt Peppers is dead.
Eles se renovaram, sobra-nos a energia para a foto à frente do espelho. Diante da tela, há de se procurar a boca que é o simbolo da nike. Há de se procurar num plano mais relaxado. Onde está a regra, agora? Ganhou roupa nova. Sentimos a força do domínio do tempo - eles melhoraram.
Sgt Peppers is dead. Dois lados mais do que vivos.
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