Ponto.
Penso numa parada
parado num
passo.
Porta do dia
posta aberta
pelo gosto do acordar
pelo gesto iminente
procurado
por não
ponto ser.
Ponto,
pronto,
para, agora!
Peguei!
Precioso
pensamento ou
presunção
permissão
perseguido
por toda a noite
por dentro.
Por favor, agora
phale comigo,
por favor, fale!
Ppphale!!!
Porra!!
Passou...
Ponto.
Para você
posto estou
por mim em
pontos seus.
Pintas na pele amaciada
por minha boca.
Pintas
pelas quais me guio,
paixonado agora
para sempre.
Pintas na sua cintura nua
pegam-me pela pele
pelo amor, guiam-me
pelas outras pintas
para sua virilha.
Paro no teu corpo,
ponto meu
para amar.
Ponto.
Ponto é um P
P:
pronúncia simbólica -
prende o ar
pelos lábios e
põe pra fora, soa
P.
PONTO
Procurando uma boa posição nesse espaço árido e magnífico, nem tão perto, pela forte correnteza, nem tão longe, pois o tudo é um apelido pro nada, e pra criar hei de me tornar pessoa.
quarta-feira, 19 de agosto de 2015
quinta-feira, 13 de agosto de 2015
sábado, 8 de agosto de 2015
Sgt Peppers is dead.
Tarde difícil. Recluso-me em quarto branco, olho o teto, ponho uma nova guarda pra tocar. Dentre milhões de causas virtuais, de séries banais, acontecimentos casuais com pitadas de importância metafísica, chora-me nas mãos e no peito o suor duma lembrança: Sgt Peppers is dead.
Autopsia acusa: morte natural. ENVENENAMENTO, MORTE MATADA, maldito seja aquele por detrás da cadeira da monsanto. Cortou-me o caminho, amputou-me o ódio já encaminhado, abraçou-me em reformismo de sucrilhos e leite. Dorme agora, tranquila e desmotivada acomodada na ressaca mais pura, a juventude desanimada. Dorme agora sob hipnose. Dorme no leito dos outdoors, no leito da primeira classe do boing a caminho da disney.
O sargento morreu. Ceifada fora sua voz clara, comando militar único, pedido de desobediência - foi-se o que era burro, foi-se a resposta vintage. Permitido agora, o abraço do homem ao mundo, sem ordens claras, a malícia do burocrata transforma-se em telas em passo de livre exposição obrigatória. A nós, resta recomeçar. Sgt Peppers is dead.
Eles se renovaram, sobra-nos a energia para a foto à frente do espelho. Diante da tela, há de se procurar a boca que é o simbolo da nike. Há de se procurar num plano mais relaxado. Onde está a regra, agora? Ganhou roupa nova. Sentimos a força do domínio do tempo - eles melhoraram.
Sgt Peppers is dead. Dois lados mais do que vivos.
Autopsia acusa: morte natural. ENVENENAMENTO, MORTE MATADA, maldito seja aquele por detrás da cadeira da monsanto. Cortou-me o caminho, amputou-me o ódio já encaminhado, abraçou-me em reformismo de sucrilhos e leite. Dorme agora, tranquila e desmotivada acomodada na ressaca mais pura, a juventude desanimada. Dorme agora sob hipnose. Dorme no leito dos outdoors, no leito da primeira classe do boing a caminho da disney.
O sargento morreu. Ceifada fora sua voz clara, comando militar único, pedido de desobediência - foi-se o que era burro, foi-se a resposta vintage. Permitido agora, o abraço do homem ao mundo, sem ordens claras, a malícia do burocrata transforma-se em telas em passo de livre exposição obrigatória. A nós, resta recomeçar. Sgt Peppers is dead.
Eles se renovaram, sobra-nos a energia para a foto à frente do espelho. Diante da tela, há de se procurar a boca que é o simbolo da nike. Há de se procurar num plano mais relaxado. Onde está a regra, agora? Ganhou roupa nova. Sentimos a força do domínio do tempo - eles melhoraram.
Sgt Peppers is dead. Dois lados mais do que vivos.
terça-feira, 4 de agosto de 2015
Perdão por rima-los
Prendo num descanso amargo no peito
A utopia de todas as dores.
Trago no peito e mato sufocadas
As pequenas razões dos amores.
Sim, festa, encontro semiótico
Não sei ler mas depois sei chorar
Mil perdões aos olhos que me viram
Por amar por amor, por passar por passar.
Amor. Dor. Rimar.
A utopia de todas as dores.
Trago no peito e mato sufocadas
As pequenas razões dos amores.
Sim, festa, encontro semiótico
Não sei ler mas depois sei chorar
Mil perdões aos olhos que me viram
Por amar por amor, por passar por passar.
Amor. Dor. Rimar.
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