''Pode deixar aí que eu lavo'', diz-me Catú, anciã do calmo agreste.
De sua casa, longínqua num sonho, real numa estrada de barro e buracos, longínqua, trouxe-me as mãos para lavar
e cozinhar galinha, carneiro e feijão, ouro!
Catú não responde à tua fala rápida, estrangeiro progressista pós moderno às vez artista.
Catú diz sim e não, disse-me ''sim, pode deixar que eu lavo''
Catú diz não
Catú diz não
Catú diz não
ninguém ouviu.
Traz-me a cada fala velha, sotaqueada de e para sempre do mandacaru e da lagoa do boi, uma distância de terra seca e mãe de vida verde.
Deixo Catú amanhã, volto ao mundo outro, aquele.
Me pede um pouco do mundo, Catú, deixo-te e busco até mais..(minto?)
Exerce-me mãe do sertão
deixo-te a alma sedenta!
''pode deixar aí que eu lavo''.
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